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domingo, 21 de junho de 2009


Das estradas de todo o Brasil para a grande tela

Duas grandes notícias: a primeira, a Caio Induscar, empresa encarroçadora de ônibus, líder na produção de carrocerias urbanas, acaba de renovar contrato com a Peagade Comunicação. A agência possui a conta da empresa desde maio de 2008.
A segunda, é que ainda este ano, será possível ver na tela do cinema o ônibus rodoviário produzido pela Caio, Giro 3600. O ônibus foi encarroçado especialmente para as filmagens da comédia “Família Vende Tudo”, da Globo Filmes.

O longa conta com os atores Luana Piovani, Lima Duarte, Caco Ciocler, Vera Holtz e grande elenco.
O filme conta a história de uma família em dificuldades financeiras que tem uma brilhante idéia: fazer com que a filha Lindinha engravide do famoso cantor Ivan Carlos. Estrela da música brega, Ivan Carlos vive tendo casos com as fãs e não assume o matrimônio com medo de atrapalhar sua carreira. Vera Holtz apareceu com o visual totalmente novo para compor sua personagem Cida, casada com Aricienes (Lima Duarte). O casal vai passar situações inusitadas e farão de tudo para sobreviver em uma favela na capital paulista.

No Omeleteve, o cineasta Alain Fresnot e a atriz Luana Piovani falam ao editor Marcelo Forlani sobre o filme:

domingo, 6 de abril de 2008

Pipoca e caipirinha

Tenho um prazer inquestionável por cinema nacional, não apenas por patriotismo, mas como preferência em assistir na grande tela os filmes tupiniquins. Gosto da identificação geográfica, das particularidades, da mágica em fazer bonito muitas vezes sem mega recursos.
Carlota Joaquina deu origem ao novo cinema brasileiro, com menos apelação sexual e mais qualidade. Antes desse filme, qualquer tentativa de assistir aos filmes nacionais com a família poderia ser uma idéia desastrosa!
Em seguida lembro-me do filme “O quatrilho” que mesmo com sua narrativa lenta (mas de fotografia simpática) elevou nossa auto-estima na sétima arte nacional, concorrendo ao Oscar de melhor filme estrangeiro, abrindo as portas para novos projetos, mais investimento e mais atenção do grande público.Faço propaganda mesmo dos nossos filmes...
Semana passada indiquei para um amigo o filme “Casa de areia”, de Andrucha Waddington, que para minha surpresa disse que não agüentou assisti-lo inteiro pela forma lenta (mas proposital) da narrativa. Acredito que as pessoas se viciaram em filmes americanos fáceis, rápidos e descartáveis, muitas vezes se acostumando com esses tipos de produções. Nada contra o cinema entretenimento e descompromissado, mas não podemos ficar acostumados apenas com estas fórmulas prontas, criadas apenas para vender boneco, produtos e ilustrar parques temáticos.
Montei aqui uma lista dos 10 filmes brasileiros, que, em minha opinião, valem a pena serem vistos ou revistos.

1. Abril despedaçado, Walter Salles
Um filme lírico filmado com maestria no nordeste brasileiro, as interpretações são intensas e as simbologias de tempo e transição existencial deixam ainda mais refinado o trabalho. Pessoalmente, um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos. Walter Saller é fodão!

2. Central do Brasil, Walter Salles
Tem coisas que de tanto a gente ouvir parece cair no embargo do comum. Desgastes de mídia a parte, o filme é belíssimo, a fotografia é impecável e a direção é fora de série. A câmera é usada com sabedoria neste filme que emociona qualquer coração gelado.


3. Terra estrangeira, Walter Salles
Walter Salles é realmente meu cineasta preferido! Terra Estrangeira é um filme em preto e branco que retrata o exílio, a busca de identidade e a solidão, temas comumente usados pelo premiado diretor. Apresenta personagens desenraizados, não apenas de uma nacionalidade, mas da cidadania e da relação com o outro.

4. Cidade de Deus, Fernando Meirelles
Um filme forte, bonito e com uma montagem perfeita. O drama é contado no ponto de vista de um garoto pobre da comunidade que sonha em ser repórter fotográfico e resiste à tentação de entregar-se ao aparentemente fácil caminho da criminalidade.

5. Deus e O Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha
Poético, sensível e com nuvens carregadas de metáforas, um filme que define bem a personalidade do diretor."Vou contar uma história, na verdade, é imaginação. Abra bem os seus olhos pra enxergar com atenção. É coisa de Deus e Diabo, lá nos confins do sertão.”


6. Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos

Filme antigo, em preto e branco, que mostra o ciclo da seca do sertão de forma dura e agressiva. Uma luta de sobrevivência diária com ótimos personagens e uma narrativa que incomoda. Um grande filme!


7. Casa de Areia, Andrucha Waddington
Fernanda Montenegro e Fernanda Torres dão um show à parte, sem comentários... O diretor de fotografia deixa de lado o visual “cartão postal” e adota imagens brancas e vazias como o cotidiano das mulheres do filme, com seus sentimentos que vão do desespero a plenitude. Existencial.


8. Amarelo manga, Cláudio Assis
Não é o tipo de filme que agrada a todos. Cores e enredo forte com visual à la Almodóvar. Os personagens são guiados pelo desejo, tendo como pano de fundo um universo hostil e a busca da realização. Não o amarelo brilhante do ouro, mas do brilho das riquezas internas, embaçado pelo dia-a-dia.

9. Os filhos de Francisco, Breno Silveira
Dá medo pensar o que um filme baseado na história real de uma dupla sertaneja pode dar! No fim o resultado é bem bacana, e reflete bem a luta diária de milhões de brasileiros. Claro que esse “final feliz” com o bolso cheio de bufunfa não é a realidade da maioria... Apesar de alguns pecados (como a cena final mela cueca) merece nosso perdão e vale a pena ser conferido.

10. O caminho das nuvens, Vicente Amorim
Não sei o que este filme está fazendo nesta lista, ele até que começa bem... mas termina submerso feito o Titanic! Uma boa desculpa para assistir este filme é conferir Cláudia Abreu cantando clássicos de Roberto Carlos... compensa tudo!

Vários filmes ficaram de fora (incluindo, quero dizer, excluindo o ótimo Cidade Baixa, de Sérgio Machado e Bicho de sete cabeças, de Laís Bodanzky), quando sobrar um tempinho vou postar uma lista mais completa.

sábado, 29 de março de 2008

Pequeno grande mundo novo

Horton e o Mundo dos Quem! é a nova produção em animação 3D da Blue Sky Animation, a mesma que produziu os dois filmes da Era do Gelo.
O protagonista que dá nome ao título do filme é um elefante com ouvido super aguçado que ouve os lamentos de uma micro-civilização vivendo em uma partícula de pó. O paquiderme resolve então cuidar deste pequeno mundo, apesar da sua comunidade inteira achar uma loucura e uma afronta aos seus costumes.
O filme mostra personagens simpáticos e bonachões, que precisam enfrentar alguns problemas, não importando seu tamanho. Enquanto o elefante tenta proteger tal micro-civilização, o prefeito de Quem-Lândia (sim, eles tem uma hierarquia!) tenta alertar a cidade de um fim de mundo, ainda que a alta cúpula da cidade tente mascarar uma realidade alienadamente perfeita.
O filme é baseado nas obras de Dr. Seuss (mais ou menos um Monteiro Lobato americano), autor também do personagem “O Grinch”, que se tornou um filme visualmente interessante mas com resultado bem meia boca, estrelado por Jim Carrey, o qual empresta a voz ao elefante no idioma original.
Destaque para os amigos adolescentes de Horton (incluindo um amarelo com grandes olhos, fofo e bizarro, que parece ter saído de um experimento científico), e para a canguru que se vê ameaçada sobre novos paradigmas e protege seu filhote canguru (já bem crescidinho) dentro da sua bolsa, sufocando o pobre coitado em um mundo tão chato quanto seu nariz empinado.
O filme tem tudo para agradar as crianças: perseguições, cores vivas, personagens carismáticos, comédias visuais e um mundo de Quem feliz, mas bem fora do cabo!
Alguma seqüência com desenhos animados tradicionais, incluindo uma em formato mangá, compõe alguns dos momentos imperdíveis do filme.
A intenção é mero entretenimento, não se apega a ficar explicitando lições de moral para o já vacinado público infantil.
O filme conta com site oficial, com algumas interações, onde as crianças podem até mesmo “adotar” um Quem.
Não é nenhum clássico, mas dá pra reunir a criançada para ir ao cinema, e, como desculpa, aproveitar para conferir o filme também...

Alguns detalhes e imagens da arte conceitual do filme:


domingo, 23 de março de 2008

Lego Movie

A idéia de releitura de filmes, quadros, livros e um tanto de coisas famosas não é nada nova. Mas como é curioso ver o resultado que alguns artistas ou pessoas comuns alcançam na tentativa de juntar uma coisa com a outra!
Um dos brinquedos mais conhecidos e educativos do mundo foi usado como releitura de cartazes de alguns arrasa-quarteirões do cinema. Os responsáveis são ImpreSariO’s movie posters e Craig. Achado do blog The Brothers Brick, que trata do universo Lego.
Bacana dar uma espiada no resultado!


quinta-feira, 20 de março de 2008

Dica de filme e canja de galinha não faz mal a ninguém
Entrei na sala de cinema atrasado, disputando a chave do carro, o bilhete da entrada, o leite negro do capitalismo (como o Caio chama a coca-cola aqui na agência), tudo na mesma mão, sem saber nem o nome do filme. Já acomodado, fiquei sabendo que tratava-se do filme Juno, do diretor Jason Reitman, roteirista do filme Obrigado por não fumar.
Juno é uma comédia dramática que conta a história de uma adolescente dinâmica que engravida na sua primeira relação de um amigo. Ela decide parir o rebento para depois doa-lo para um casal que julga perfeito.
É o tipo de filme descompromissado, que, pretende antes de levantar qualquer bandeira sobre gravidez indesejada, mostrar o dilema de uma adolescente de 16 anos estranha, mas apaixonante.
Logo na abertura do filme (naquele momento dos créditos principais), uma abertura com design meio vinheta de MTV já adianta sua narrativa: teen, poética e não muito convencional.
O filme trata de uma história comum, e o que pode parecer até imaturo de início, não é. Prende-se muito mais na personalidade de cada personagem e no diálogo inteligente do que na velocidade do roteiro, e consegue mesclar perfeitamente o riso e a lágrima.
A sensacional atriz canadense Ellen Page (aquela bonitinha do filme X-man 3) empresta todo seu talento e rouba a cena da ala juvenil do filme. Longe dos mega orçamentos hollywoodianos, este longa arrecadou nos EUA mais de 10 vezes o valor de seu orçamento de US$ 7,5 milhões.
O diretor acerta a mão no universo feminino do filme, na trilha sonora clássica e alternativa e no visual que compõe o mundo das personagens, uma escolha as vezes esteriotipada, mas ao meu ver, válida.
Juno é um filme honesto, leve e sensível. Sem explosões, carros pegando fogo, heróis a prova de balas e mutantes despedaçados, mas com um roteiro que compensa qualquer um desses efeitos especiais que estão na moda. Vale a pena!

Trailer do filme